terça-feira, 31 de janeiro de 2012

...

Junto ao som do rangido de uma porta abrindo devagar, o som de uma arma sendo engatilhada é pronunciado.


-Ah, é você. Pensei ter ensinado você a bater na porta antes de entrar. Alias, por que não anunciaram sua chegada?
-Pois é, mudei meus modos. Por que me chamou aqui tão tarde?
-Precisava te encontrar pessoalmente.
-Estou ouvindo.
-Ela está dentro.
-Ela? De quem você fala?
-Você sabe de quem eu falo. Ela faz parte do plano agora.
-Perdeu o juizo? Você mal a conhece. Como pode confiar nela assim?
-A vida é feita de riscos meu caro. E mesmo assim, ela é inofensiva.
-Inofensivo é você. Ela é esperta e você sabe. Espero que você saiba o que está fazendo.
-Eu sei o que estou fazendo. Só não sei o que vai acontecer.
-Obrigado por aumentar minha insegurança.
-Estou brincando. Eu sei o que faço. Acredite.
-E quando começamos?
-Amanhã.
-Amanhã??!? Não podemos começar amanhã.
-Não podemos mas vamos.
-Eu não me preparei.
-Eu confio em você. Você me decepcionou poucas vezes.
-......
Um telefone toca.
-Pronto. Sim, pode deixá-la entrar. Obrigado.
O telefone desliga.
-Ela está aqui. Você deve ir.
-E se algo der errado?
-Então você saberá o que fazer.
-.....
-Vá!


Uma forte brisa atravessa o quarto enquanto uma batida delicada é ouvida na porta.

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